OncoCast: Conversas sobre jornada do doente, adesão à terapêutica oral e cancro ginecológico

Após o sucesso da 1.ª edição na AEOP17, o​ OncoCast voltou a marcar a conferência nacional dos enfermeiros oncológicos com o tema “3 Conversas sobre cancro” e moderação de Patrícia Vieira Rebelo, da RHP. Neste ano, os tópicos em destaque neste formato que convida à escuta ativa de partilhas com foco na humanização dos cuidados oncológicos foram: os desafios e possíveis soluções para melhorar a jornada do doente com cancro da mama, as mais-valias da instituição de uma consulta de adesão à terapêutica oral e a sensibilização para o cancro ginecológico, através do testemunho da fundadora e presidente do Movimento Oncológico Ginecológico.

A sala paralela encheu-se para ouvir, numa primeira conversa (que contou com o apoio da Novartis), Inês Leão, oncologista da ULS Santa Maria, e Anabela Amarelo, enfermeira oncologista especialista em reabilitação, apontarem estratégias para uma prestação de cuidados mais eficaz e humanizada. Face a uma realidade de mudança na tipologia dos doentes oncológicos (doentes cada vez mais novos), de aumento do número de sobreviventes de cancro e de advento de inovação terapêutica, “a adaptação da equipa é obrigatória e os ajustes são diários”, descreveu a enfermeira. Por sua vez, a médica salientou que “há uma cada vez maior exigência relativamente à vida para além do cancro e tem que haver capacidade, da parte de quem nos governa, de perceber que os recursos são limitados”. Sem dúvida que a jornada do doente oncológico é cada vez mais personalizada e mais eficaz, “mas os recursos vão ter que acompanhar esta evolução”, sublinhou. 

Na segunda conversa, com o apoio da AstraZeneca, a enfermeira Paula Amorim, elencou as mais-valias da terapêutica oral, quer para os doentes, quer em termos de gestão do Hospital de Dia oncológico. “Criem uma consulta de adesão à terapêutica oral, porque faz mesmo a diferença!”, instigou. “Os doentes e cuidadores sentem-se mais seguros e conseguem-se fazer tratamentos de maior duração, de forma mais segura, confortável e com impacto positivo na qualidade de vida.

A terminar o OncoCast, Cláudia Fraga, presidente do Movimento Oncológico Ginecológico (MOG) deixou um profundo agradecimento aos enfermeiros, que ao longo da sua jornada de doente e sobrevivente de cancro foram sempre o principal pilar de suporte, em todos os momentos. Deixou-lhes ainda um pedido: que divulguem o MOG, enquanto iniciativa que, tal como o enfermeiro, é “um ombro amigo” para todas as mulheres – mas também homens – afetados pelo cancro ginecológico.