“Elevar a enfermagem oncológica ao lugar de excelência que ela merece”

A recém-indigitada presidente da AEOP, Sandra Ponte, deu o pontapé de saída oficial na 18.ª edição da Conferência Nacional de Enfermagem Oncológica. “Mais do que uma formalidade, conto que esta reunião seja momento de união e de compromisso com o futuro da enfermagem oncológica em Portugal”, alvitrou, congratulando-se e agradecendo a presença de todos.

Com um recorde de aproximadamente 450 inscrições, a edição deste ano é “um marco em 18 anos de história” da associação, ressalvou a responsável, que tomou posse como presidente ao final do dia de ontem, na Assembleia-Geral da AEOP. Ao dirigir-se aos colegas, na sessão de abertura da AEOP18, Sandra Ponte disse: “Conto convosco. Conto com todos”.

“Inovação e excelência de cuidados para melhores resultados” foi o mote escolhido para a AEOP18. “A inovação, pela necessidade de implementação das novas tecnologias digitais e de novos modelos de cuidados, baseados na empatia. Os melhores resultados para uma melhor satisfação, menor mortalidade, maior redução de custos e maior eficiência”, explicou a enfermeira.

Reforçando a ideia de que os tempos atuais são tempos de enormes desafios para a prática da enfermagem oncológica – à cabeça, o equilíbrio entre desenvolvimento do conhecimento científico, a diferenciação técnica e a humanização – Sandra Ponte, concluiu que “é tempo de elevar a enfermagem oncológica ao lugar de excelência que ela merece”.

Por sua vez, a presidente do Conselho Diretivo Regional da Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros (OE), Dora Franco, que esteve na sessão da abertura da AEOP18 em representação do bastonário da OE, salientou que “muito mais do que um evento científico, esta conferência configura um espaço de partilha e de reflexão e de afirmação daquilo que somos enquanto profissionais”. É também “uma oportunidade de refletirmos sobre os desafios atuais, políticos, sociais e laborais e sobre o papel dos enfermeiros neste contexto”, adiantou.

Na Oncologia, “casa” de Dora Franco há 23 anos, “o cuidado não se mede só nos atos realizados, mas sobretudo na qualidade de vida, na adesão, na diferença efetiva que sentimos que fazemos na vida de quem cuidamos”, frisou. “A enfermagem oncológica é diferenciação, é integração de cuidados… É sermos mais, sem sentir que os outros são menos”, concluiu.